quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Políticas Públicas em Educação preveem mais investimentos na área


                  
Atualmente, o custo mínimo do aluno do ensino fundamental na escola pública por ano é de R$ 2.285,57. Esse valor varia conforme a fase de ensino do estudante.  O chamado “Valor mínimo do aluno por ano na escola” deve ser igual ou maior ao custo do aluno estipulado pelo governo federal.  Se um estado não tiver em seu FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) o dinheiro necessário para atingir o valor nacional mínimo do aluno por ano, o governo federal deve complementar os recursos mensalmente e de maneira automática.  É fato que nunca se investiu tanto em educação no nosso país. Mas é preciso muito mais.
                Para isso, foi reformulado e aprovado pelo Congresso Nacional neste ano o PNE (Plano Nacional da Educação) que prevê que os investimentos na Educação sejam  quase triplicados. De acordo com projeção baseada no percentual do PIB (Produto Interno Bruto), os repasses do governo federal precisam saltar dos atuais R$ 40 bilhões para R$ 108 bilhões em dez anos. O cálculo pressupõe gastos necessários para atender a algumas metas estabelecidas no PNE, como a exigência de elevar de 15% para 33% a taxa de jovens entre 18 e 24 anos matriculados em universidades, além da implantação do CAQ (Custo Aluno Qualidade), um novo índice de qualidade da educação, que ainda precisa ser regulamentado.  
                Essa é uma perspectiva a longo prazo. Porém, já está disponível o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). O PDDE consiste na assistência financeira às escolas públicas da educação básica das redes estaduais, municipais e do Distrito Federal e às escolas privadas de educação especial mantidas por entidades sem fins lucrativos. O objetivo desses recursos é a melhoria da infraestrutura física e pedagógica, o reforço da autogestão escolar e a elevação dos índices de desempenho da educação básica. Os recursos do programa são transferidos de acordo com o número de alunos, de acordo com o censo escolar do ano anterior ao do repasse.
Os caminhos apontam para a adoção de mecanismos democráticos de aplicação de recursos, como conselhos escolares e Associações de Pais e Mestres, que permitam que os investimentos reflitam as necessidades da comunidade escolar. E, sobretudo, é essencial priorizar o fortalecimento pedagógico com a formação continuada dos docentes - uma ação eficiente para transformações nas práticas de sala de aula.

        Professor Augusto Cruz

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